Acordo Sino-Indiano de 1954

O Acordo Sino-Indiano de 1954, também chamado de Acordo Panchsheel,[1] oficialmente Acordo sobre Comércio e Relações entre a Região do Tibete e a Índia, foi assinado pela China e pela Índia em Pequim em 29 de abril de 1954. O preâmbulo do acordo estabelecia o panchsheel, ou os Cinco Princípios da Coexistência Pacífica, que a China propôs e a Índia favoreceu. O acordo refletia o ajuste das relações comerciais previamente existentes entre o Tibete e a Índia ao contexto alterado da descolonização da Índia e da afirmação da China de sua soberania sobre o Tibete. Bertil Lintner escreve que, no acordo, "o Tibete foi referido, pela primeira vez na história, como 'a Região do Tibete da China'".[2]

O acordo expirou em 6 de junho de 1962, conforme o prazo original, em meio às tensões na fronteira sino-indiana. Não foi renovado. Em outubro daquele ano, a guerra eclodiu entre os dois lados.[3]

Os analistas no Ocidente e também na Índia consideraram o acordo como um "erro diplomático" por parte do primeiro-ministro Jawaharlal Nehru, especialmente após a guerra de 1962.[4]

Referências

  1. Raghavan, War and Peace in Modern India (2010), pp. 240–243.
  2. Lintner, Bertil (2012). Great Game East : India, China And The Struggle For Asia's Most VolatileFrontier. [S.l.]: HarperCollins Publishers India. Introduction. ISBN 978-93-5029-536-6 
  3. (Lintner, China's India War 2018, pp. 142–143): "But the Agreement on Trade and Intercourse between Tibet Region of China and India, which was concluded in 1954, expired on 6 June 1962, and, at a time when tension was mounting along the frontier, there was no interest on either side to have the agreement extended."
  4. Gupta, K. (1978). «Sino-Indian Agreement on Tibetan Trade and Intercourse: Its Origin and Significance». Economic and Political Weekly. 13 (16): 696–702. ISSN 0012-9976. JSTOR 4366549 

Bibliografia