Abursã Espandúnio
| Abursã Espandúnio | |
|---|---|
| Nacionalidade | Reino da Armênia |
| Ocupação | General |
Abursã Espandúnio (em grego: Αβουρσαμ, Aboursam), Apursã (em persa médio: ‘pwrs‘n, Apursām) ou Apersã (em armênio: Ապրսամ, Aprsam) foi um nacarar (nobre armênio) da família Espandúnio, ativo entre o fim do reinado de Sapor IV (r. 415–420) e o começo daquele de Artaxias IV (r. 423–428).
Nome
Abursã é a forma grega (em grego: Αβουρσαμ, Aboursam) do persa médio Apursã (em persa médio: ‘pwrs‘n, Apursām).[1][2] Foi registrado em armênio como Apersã (Ապրսամ, Aprsam) e georgiano como Apersami (აპრსამი, Ap’rsami). Hračʻya Ačaṙyan propôs que possa estar associado ao termo *apursām, "bálsamo", que poderia ter sido recebido de empréstimo do assírio apūrsāmā.[3]
Vida
Quase nada se sabe sobre Abursã. Em 420, o dinasta sassânida Sapor abandonou a Armênia para assumir o trono do Império Sassânida como xá em Ctesifonte após a morte de seu pai Isdigerdes I (r. 399–420). Nesse ano, Abursã se juntou aos demais príncipes e seus exércitos para lutar contra as forças iranianas que ocupavam o país e diz-se que foi ele quem matou o general iraniano. De acordo com Moisés de Corene, único a citar esses eventos, os armênios venceram, mas o país permaneceu por três anos mergulhado em anarquia e confusão, arruinado e despojado. Ele também cita que impostos deixaram de ser pagos, estradas foram fechadas aos comuns e toda organização ficou em confusão e destruída.[4]
Referências
- ↑ Weber 2022.
- ↑ Weber 2023.
- ↑ Ačaṙyan 1942–1962, p. 203.
- ↑ Moisés de Corene 1978, p. 326.
Bibliografia
- Ačaṙyan, Hračʻya (1942–1962). «Ապրսամ». Hayocʻ anjnanunneri baṙaran [Dictionary of Personal Names of Armenians]. Erevã: Imprensa da Universidade de Erevã
- Moisés de Corene (1978). History of the Armenians. Traduzido por Thomspon, Robert W. Cambrígia, Massachusetts: Harvard University Press
- Weber, Ursula (2022). «Abursām ‚Ardašīr-Farr'[ŠKZ III 15]». Prosopographie des Sāsānidenreiches im 3. Jahrhundert n.Chr. (PDF)
- Weber, Ursula (2023). «Abursām, Sohn des Šābuhr, des Befehlshabers der Palastwache [ŠKZ IV 42]». Prosopographie des Sāsānidenreiches im 3. Jahrhundert n.Chr. (PDF)