Abu Alcácime Ali ibne Alhaçane Alcalbi
| Abu Alcácime Ali | |
|---|---|
| Emir do Emirado da Sicília | |
| Reinado | 969–982 |
| Antecessor(a) | Iaixe |
| Sucessor(a) | Jabir Alcabi |
| Dados pessoais | |
| Morte | 982 |
| Dinastia | cálbida |
| Pai | Alhaçane |
| Religião | Islamismo |
Abu Alcácime Ali ibne Alhaçane Alcalbi (em árabe: أبو القاسم علي بن الحسن الكلبي; romaniz.: Abū al-Qāsim ʿAlī ibn al-Ḥasan al-Kalbī), conhecido pelos gregos bizantinos como Bolcásimo (em grego: Βολκάσιμος; romaniz.: Bolkásimos), foi o terceiro emir da Sicília. Governou de 23 de junho de 970 até sua morte em batalha em 13 de julho de 982.
Contexto
Em 947, o califa Almançor Bilá enviou Alhaçane ibne Ali Alcalbi para sufocar uma revolta na Sicília, onde ele acabaria por estabelecer sua própria dinastia governante, os cálbidas. Haçane foi sucedido por seu filho, Amade ibne Alhaçane Alcalbi, em 954. Em 969, Amade foi convocado de volta ao Norte da África para ajudar a reprimir uma revolta de tribos berberes. Brevemente em 969, um dos escravos libertos de Amade, Iaixe, foi nomeado governador da Sicília.[1] No ano seguinte, Abu Alcácime, irmão de Amade, foi elevado a governador.[2]
Governo
Na primavera de 976, Abu Alcácime lançou uma expedição de ataque à Itália bizantina.[3] Seu primeiro alvo foi a cidade de Messina, que encontrou deserta ao chegar. Ele logo avançou para a Apúlia, obtendo tributo de Cosença antes de enviar seu irmão para saquear o campo ao redor. Em seguida, cruzou o estreito de volta para a Sicília.[2][3] Durante o verão do mesmo ano, Abu Alcácime retornou ao sul da Itália, onde rapidamente forçou tributo de Santa Ágata e tomou e arrasou Taranto. Depois, enviou um exército a Otranto enquanto ele próprio sitiava Gravina, antes de retirar-se para terras muçulmanas ao final do ano, trazendo consigo centenas de cativos como escravos.[3]
Em maio de 982, Abu Alcácime voltou à Itália na esperança de enfrentar o imperador germânico Otão II.[2] Nas proximidades de Rossano, Abu Alcácime avistou o exército germânico e percebeu que havia subestimado enormemente seu tamanho. Tentou recuar para a Sicília, mas Otão o alcançou nas imediações de Cabo Colonna. Na Batalha de Estilo, a força cálbida, em menor número, conseguiu cercar e derrotar as tropas germânicas com uma carga de cavalaria inesperadamente forte;[4] o próprio Otão escapou apenas nadando até um navio mercante grego,[5] mas Abu Alcácime foi morto no combate.[2]
Referências
- ↑ Lilie et al. 2013, Ya'īš (#28457).
- ↑ a b c d Lilie et al. 2013, Abū-Qāsim'Alī b. al-Ḥasan al-Kalbī (#20072).
- ↑ a b c Kaldellis 2017, p. 82.
- ↑ Barkowski 2015, pp. 170–173.
- ↑ Runciman 1966, p. 361.
Bibliografia
- Barkowski, Robert F. (2015). Crotone 982. Varsóvia: Bellona. ISBN 978-83-11-13732-5
- Kaldellis, Anthony (2017). Streams of Gold, Rivers of Blood: The Rise and Fall of Byzantium, 955 A.D. to the First Crusade. Oxford: Oxford University Press. ISBN 0190253223
- Lilie, Ralph-Johannes; Ludwig, Claudia; Pratsch, Thomas; Zielke, Beate (2013). Prosopographie der mittelbyzantinischen Zeit Online. Berlim: Berlin-Brandenburgische Akademie der Wissenschaften
- Runciman, Steven (1966). «The Place of Byzantium in the Medieval World». In: Hussey, J. M. Cambridge Medieval History, Vol. IV, Part II. Cambrígia: Cambridge University Press