Abadia Territorial de Claraval

Abadia Territorial de Claraval

Abbatia Territorialis Claravallensis in Brasilia
Lateral do Mosteiro de Claraval
Localização
País Brasil
TerritórioMunicípios de Claraval e Ibiraci, na parte ocidental do Estado de Minas Gerais.
Arquidiocese metropolitanaPouso Alegre
Estatísticas
População12 816
Área844 km²
Paróquias2
Sacerdotes6 (todos regulares)
Informação
DenominaçãoIgreja Católica Romana
RitoRomano
Estabelecida11 de maio de 1968
Suprimida31 de julho de 2002 (território agregado à diocese de Guaxupé)
CatedralIgreja abacial de Nossa Senhora do Divino Espírito Santo
Liderança
BispoAbade Carmelo Domenico Recchia (último)
JurisdiçãoAbadia territorial
dados em catholic-hierarchy.org

A Abadia Territorial de Claraval (em latim: Abbatia Territorialis Claravallensis in Brasilia) é uma suprimida da Igreja Católica Romana no Brasil.[1][2][3]

Território

A abadia territorial incluía os municípios de Claraval e Ibiraci, na parte ocidental do Estado de Minas Gerais.[4]

A igreja abacial de Nossa Senhora do Divino Espírito Santo em Claraval serviu como catedral.[4] Além da catedral, a abadia territorial incluía outra paróquia, a igreja de Nossa Senhora das Dores de Ibiraci.[4]

História

A abadia territorial foi erigida pelo Papa Paulo VI em 11 de maio de 1968 com a bula Caelestis urbis, tomando seu território da diocese de Guaxupé.[4] Foi feita sufragânea da arquidiocese de Pouso Alegre.[4]

O seminário da abadia foi erguido em 1972; o primeiro reitor foi o padre Mauro Cavallo, um cisterciense que chegou da Abadia de Casamari, na Itália.

Em 31 de julho  de 2002 perdeu o privilégio de territorialidade em virtude do decreto Ad uberius da Congregação para os Bispos, e seu território foi reagregado à diocese de Guaxupé.[5][nt 1]

A Abadia de Claraval foi a última abadia elevada à categoria de abadia territorial; de fato, em virtude da carta apostólica Catholica Ecclesia de 1976, hoje a Igreja Católica Romana já não erige abadias territoriais.[6]

Abades

  • Giuseppe Pietro Agostini, O.Cist. (12 de julho de 1969 - 1972) - Renunciou;[7]
    • Vacante (1972-1976).
  • Carmelo Domenico Recchia, O.Cist. (7 de dezembro de 1976 - 24 de março de 1999) - Aposentado.[8]

Notas

  1. A data da supressão é a relatada pelo decreto Ad uberius da Congregação para os Bispos. A Catholic Hierarchy e a Gcatholic relatam incorretamente a data como 11 de dezembro de 2002.
  2. De 24 de março de 1999 até sua supressão, a abadia foi governada por Orani João Tempesta, O.Cist., bispo de Rio Preto, como administrador apostólico.

Ver também

Bibliografia

Referências

  1. «Claraval (Territorial Abbey) [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 14 de fevereiro de 2025 
  2. «Former Abbacy of Claraval». GCatholic. Consultado em 14 de fevereiro de 2025 
  3. «Mosteiro de Claraval». web.archive.org. 26 de setembro de 2013. Consultado em 14 de fevereiro de 2025 
  4. a b c d e «Guaxupensis (Caravallensis in Brasilia), Constitutio Apostolica, Dismembratis a Guaxupensi dioecesi territoriis, nova conditur Abbatia nullius, «Caravallensis in Brasilia» appellanda, d. 11 m. Maii a. 1968, Paulus PP. VI | Paulus PP. VI». www.vatican.va. Consultado em 14 de fevereiro de 2025 
  5. Decreto Ad uberius, AAS 95 (2003), pp. 218–219.
  6. «Catholica ecclesia - Lettera Apostolica in forma di Motu Proprio sul riordinamento delle abbazie non dipendenti da alcuna diocesi (23 ottobre 1976) | Paolo VI». www.vatican.va. Consultado em 14 de fevereiro de 2025 
  7. «Abbot Pedro José (Giuseppe Pietro) Agostini [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 14 de fevereiro de 2025 
  8. «Abbot Carmelo Domênico Recchia [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 14 de fevereiro de 2025