A Viuvinha
| A Viuvinha | ||||
|---|---|---|---|---|
![]() Primeira edição de A Viuvinha, junto com a segunda edição de Cinco Minutos. | ||||
| Autor(es) | José de Alencar | |||
| Idioma | português | |||
| País | ||||
| Gênero | Romance | |||
| Linha temporal | Cronológico | |||
| Localização espacial | Rio de Janeiro (cidade) de 1844 | |||
| Editora | Moderna | |||
| Formato | Folhetim | |||
| Lançamento | 1857 (folhetim, parcial) 1860 (1ª edição) | |||
| Páginas | 62 | |||
| Cronologia | ||||
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A Viuvinha é o terceiro romance do escritor brasileiro José de Alencar, publicado parcialmente em 1857. Atualmente, esta obra encontra-se sob domínio público. O romance insere-se entre os chamados romances urbanos, que retratam os costumes da sociedade carioca da época Congresso.
O romance foi publicado parcialmente na forma de folhetim no Diário do Rio de Janeiro entre janeiro e fevereiro de 1857.[1] A primeira edição integral da obra veio a ser publicado somente em 1860 pela tipografia do Correio Mercantil, quando saiu em volume juntamente com a segunda edição de Cinco minutos.[1]
Resumo
No Rio de Janeiro de 1844, dois jovens se apaixonam, Jorge e Carolina. Jorge era rico, o herdeiro de uma fortuna deixada pelo pai, mas ao tomar posse da riqueza, não sabe administrá-la e perde tudo em jogos e diversões. Quando conhece Carolina de quem fica noivo, já está falido e deve muito dinheiro a várias pessoas, então começa seu drama: se romper o noivado, deixará Carolina em situação ruim e com sua reputação prejudicada. Ele então resolve se casar para logo depois cometer suicídio.
Na noite de núpcias, dá a Carolina uma bebida que a faz cair num sono profundo e vai embora de casa, intentando suicidar-se numa praia deserta, nesse momento, a história é interrompida com cenas de cinco anos mais tarde, quando Jorge adota uma identidade falsa para conseguir se recuperar financeiramente e então voltar a ser Jorge.[2]
Personagens
- Carolina: forma junto com Jorge o casal protagonista de A Viuvinha, é jovem, perfil suave e delicado, olhos negros e brilhantes, cílios longos, tranças que realçavam sua fronte pura, rica e apaixonada.
- Jorge: jovem que já foi muito rico e agora se mostrara simples nos atos e na existência.
- Dona Maria: mãe de Carolina, boa senhora de idade, viúva que se sentia solitária.
- Sr. Almeida: negociante, ex-tutor de Jorge, velho de têmpera antiga, calvo, com energia no caráter, vivacidade no olhar e porte firme.
Estilo
Apesar de ser considerado escrito no formato de carta, o autor da missiva não somente conta a história em terceira pessoa - não tendo participação nos eventos - como ainda exerce a função de narrador onisciente e onipresente.[3]
Adaptações
Cinema
Em 1916, o cineasta iniciante Luiz de Barros dirigiu um filme de mesmo nome baseado na obra de Alencar. Foi a primeira experiência de Barros como diretor, que mais tarde seria considerado um dos mais prolíficos cineastas brasileiros. No elenco estavam, Barros e sua esposa, Gina, Linda Bianchi, Fausto Muniz e Bondini. Apesar de ter sido finalizado, nunca chegou a ser exibido, pois foi destruído antes mesmo de sua exibição por ter sido considerado uma "porcaria" pelo seu diretor. Hoje, é considerado um filme perdido.[4][5]
Referências
- ↑ a b «A viuvinha. Cinco minutos». Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Consultado em 5 de dezembro de 2020
- ↑ Douglas Tufano e Maria José Nóbrega, José de Alencar - A viuvinha Arquivado em 17 de dezembro de 2007, no Wayback Machine., p.5
- ↑ Karin Volobuef. Frestas e arestas: a prosa de ficção do romantismo na Alemanha e no Brasil. UNESP; 1999. ISBN 978-85-7139-222-9. p. 183.
- ↑ «FILMOGRAFIA - A VIUVINHA». Cinemateca Brasileira. Consultado em 26 de dezembro de 2025
- ↑ BARROS, Luiz de Minhas memórias de cineasta Artenova, 1978
Ligações externas
- A viuvinha, disponível na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.


