Bíblia de Gutenberg

Exemplar da Bíblia de Gutenberg

A Bíblia de Gutenberg (também conhecida como Bíblia de Mazari ou Bíblia de 42 linhas) é o incunábulo impresso da tradução em latim da Bíblia, por Johannes Gutenberg, em Mogúncia (atual Mainz[1]), Alemanha. A produção da Bíblia começou em 1450, tendo Gutenberg usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que tenha terminado em 1455. Essa Bíblia é considerada o incunábulo mais importante, pois marca o início da produção em massa de livros no Ocidente.[2][3]

Uma cópia completa desta Bíblia possui 1282 páginas, com texto em duas colunas; a maioria era encadernada em dois volumes. Em março de 1455, o futuro Papa Pio II escreveu que viu páginas da Bíblia expostas em Frankfurt. Não se sabe quantas cópias foram produzidas, com a carta de 1455 citando fontes que mencionam 158 ou 180 cópias, 45 em pergaminho e 135 em papel. Elas foram impressas, rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos.

Texto

A Bíblia de Gutenberg é uma edição da Vulgata, uma tradução latina da Bíblia Hebraica (Antigo Testamento) e do Novo Testamento Grego feita por São Jerônimo. O texto contém emendas da tradição bíblica parisiense e outras divergências.[4]

História da publicação

Detalhes iluminados. Bíblia de Gutenberg

O custo inicial do equipamento e dos materiais de impressão, bem como do trabalho necessário para que a Bíblia estivesse pronta para venda, sugere que Gutenberg pode ter começado seus trabalhos de publicação com textos mais lucrativos, incluindo vários documentos religiosos, um poema alemão e algumas edições da Ars Grammatica de Élio Donato, um popular livro de gramática latina.[5][6][7][8][9]

A preparação da Bíblia provavelmente começou logo após 1450, e os primeiros exemplares finalizados ficaram prontos em 1454 ou 1455.[10] Não se sabe exatamente quanto tempo levou para imprimir a Bíblia. A primeira impressão com data precisa é a Indulgência de Gutenberg, com 31 linhas, que certamente existia em 22 de outubro de 1454.[11]

Gutenberg fez três mudanças significativas durante o processo de impressão. Cada folha de papel era umedecida antes da impressão para melhorar a absorção da tinta. Em seguida, era pressionada sobre uma superfície entintada composta por tipos móveis. Após a impressão de cada folha, os tipos eram reentintados e o processo repetido até a conclusão de toda a tiragem. Uma vez finalizada, os tipos eram limpos e redistribuídos em caixas tipográficas para uso futuro. Este método é uma forma de impressão em relevo. Algum tempo depois, após a impressão de mais folhas, o número de linhas por página foi aumentado de 40 para 42, provavelmente para economizar papel. Portanto, as páginas 1 a 9 e as páginas 256 a 265, presumivelmente as primeiras impressas, têm 40 linhas cada. A página 10 tem 41 linhas e, a partir daí, aparecem as 42 linhas. O aumento no número de linhas foi obtido diminuindo o espaçamento entre linhas, em vez de aumentar a área impressa da página. Finalmente, a tiragem foi aumentada, o que exigiu a reconfiguração das páginas que já haviam sido impressas. As novas folhas foram todas reconfiguradas para 42 linhas por página. Consequentemente, existem duas configurações distintas nos fólios 1–32 e 129–158 do volume I e nos fólios 1–16 e 162 do volume II.[12][11]

A informação mais confiável sobre a data da Bíblia provém de uma carta. Em março de 1455, o futuro Papa Pio II escreveu que tinha visto páginas da Bíblia de Gutenberg, sendo exibidas em Frankfurt para promover a edição. Não se sabe quantas cópias foram impressas, sendo que a carta de 1455 cita fontes para 158 e 180 cópias. Os estudiosos atuais acreditam que o exame das cópias sobreviventes sugere que entre 160 e 185 cópias foram impressas, com cerca de três quartos em papel e o restante em pergaminho.[13]

Processo de Produção

Primeira página da epístola de São Gerônimo, exemplar da Universidade do Texas. A página possui 40 linhas

Páginas

O tamanho do papel é 'fólio duplo', com duas páginas impressas em cada lado (quatro páginas por folha). Após a impressão, o papel era dobrado uma vez para o tamanho de uma única página. Normalmente, cinco dessas folhas dobradas (dez folhas, ou vinte páginas impressas) eram combinadas em uma única seção física, chamada quintérnio, que podia então ser encadernada em um livro. Algumas seções, no entanto, tinham apenas quatro folhas ou até doze folhas.

A Bíblia de 42 linhas foi impressa em um papel do tamanho conhecido como 'Real'. Uma folha inteira de papel Real mede 42 cm × 60 cm (17 pol × 24 pol) e uma única folha fólio não aparada mede 42 cm × 30 cm (17 pol × 12 pol).[14] Um único exemplar completo da Bíblia de Gutenberg tem 1.288 páginas (4×322 = 1288) (geralmente encadernado em dois volumes); com quatro páginas por folha fólio, são necessárias 322 folhas de papel por exemplar. O papel da Bíblia é composto de fibras de linho e acredita-se que tenha sido importado de Caselle, no Piemonte, Itália, com base nas marcas d'água presentes em todo o volume.[15]

Tinta

Na época de Gutenberg, as tintas usadas pelos escribas para produzir manuscritos eram à base de água. Gutenberg desenvolveu uma tinta à base de óleo que aderisse melhor aos seus tipos de metal. Sua tinta era principalmente de carbono, mas também tinha um alto teor metálico, com predominância de cobre, chumbo e titânio.[16] O chefe de coleções da Biblioteca Britânica, Kristian Jensen, descreveu-a assim: "se você olhar [para as páginas da Bíblia de Gutenberg] atentamente, verá que esta é uma superfície muito brilhante. Quando você escreve, usa uma tinta à base de água, mergulha a caneta nela e ela escorre. Agora, se você imprimir, é exatamente isso que você não quer. Uma das invenções de Gutenberg foi uma tinta que não era tinta, era um verniz. Então, o que chamamos de tinta de impressão é, na verdade, um verniz, e isso significa que adere à sua superfície."[17]

Tipo

Cada caractere único requer um tipo mestre para ser replicado. Dado que cada letra tem formas maiúsculas e minúsculas, e o número de vários sinais de pontuação e ligaduras (por exemplo, "fi" para a sequência de letras "fi", comumente usada na escrita), a Bíblia de Gutenberg precisava de um conjunto de 290 caracteres mestres. Parece provável que seis páginas, contendo 15.600 caracteres no total, estivessem sendo compostas a qualquer momento.[5]

A Bíblia de Gutenberg é impressa nos estilos de tipografia gótica que ficariam conhecidos como Textualis (Textura) e Schwabacher. O nome Textura refere-se à textura da página impressa: traços verticais retos combinados com linhas horizontais, dando a impressão de uma estrutura tecida. Gutenberg já utilizava a técnica de justificação, ou seja, criar um alinhamento vertical, sem recuo, nos lados esquerdo e direito da coluna. Para isso, ele utilizou vários métodos, incluindo o uso de caracteres de larguras menores, a adição de espaços extras ao redor da pontuação e a variação da largura dos espaços ao redor das palavras.[18]

Detalhe de uma Bíblia mostrando rubricação (em vermelho) e iluminação.

Rubricação, iluminação e encadernação

Inicialmente, as rubricas — os títulos antes de cada livro da Bíblia — eram impressas em vermelha, mas essa prática foi rapidamente abandonada em data desconhecida, e espaços foram deixados para que as rubricas fossem adicionadas à mão. Um guia do texto a ser adicionado a cada página, impresso para uso dos rubricadores, sobreviveu.[19]

A margem espaçosa permitia que a decoração iluminada fosse adicionada à mão. A quantidade de decoração provavelmente dependia de quanto cada comprador podia ou queria pagar. Algumas cópias nunca foram decoradas. O local da decoração pode ser conhecido ou inferido para cerca de 30 das cópias sobreviventes. É possível que 13 dessas cópias tenham recebido sua decoração em Mainz, mas outras foram trabalhadas em locais tão distantes quanto Londres. As Bíblias em pergaminho eram mais caras e, talvez por esse motivo, tendem a ser mais ricamente decoradas, embora o exemplar em pergaminho na Biblioteca Britânica seja completamente desprovido de decoração.[20]

Especula-se que o "Mestre dos Baralhos", um gravador não identificado que foi chamado de "a primeira personalidade na história da gravura", foi parcialmente responsável pela iluminação do exemplar mantido pela biblioteca da Universidade de Princeton. No entanto, tudo o que se pode afirmar com certeza é que o mesmo livro modelo foi usado para algumas das ilustrações deste exemplar e para alguns dos baralhos ilustrados pelo Mestre.[21]

Embora muitas Bíblias de Gutenberg tenham sido reencadernadas ao longo dos anos, nove exemplares conservam as encadernações do século XV. A maioria desses exemplares foi encadernada em Mainz ou Erfurt. A maioria dos exemplares foi dividida em dois volumes, o primeiro volume terminando com o Livro dos Salmos. Os exemplares em pergaminho eram mais pesados ​​e, por esse motivo, às vezes eram encadernados em três ou quatro volumes.[22]

Localizações conhecidas das Bíblias de Gutenberg

Quarenta e nove edições da biblia de Gutenberg ainda existem, vinte e cinco das quais são completas.

País Instituição e localização Número Hubay Estado Material Notas
Alemanha (13) Museu Gutenberg, Mainz 8 incompleta papel O exemplar de Shuckburgh, em dois volumes, mas incompleto, foi vendido por Hans P. Kraus por US$ 1,8 milhão em março de 1978.[23] Imagens online
9 incompleta papel Vol. II, a cópia Solms-Laubach adquirida em 1925[23] Imagens online
Hochschul- und Landesbibliothek Fulda, Fulda 4 incompleta vellum Vol I. Duas folhas do volume II estão em outras livrarias.[24]
Biblioteca da Universidade de Göttingen, Göttingen 2 completa vellum Inscrita no registro de Memória do Mundo da UNESCO desde 2001[25][26]
Biblioteca Nacional da Alemanha em Berlim 3 incompleta vellum Imagens online
Biblioteca da Bavária, Munique 5 completa papel Um dos dois únicos exemplares que contêm a "tabula rubricarum" (índice de rubricas) em quatro folhas no final. Também um dos três exemplares existentes em sua encadernação original.[13][27]

Imagens online do vol. 1 e vol. 2

Biblioteca da Universidade de Frankfurt, Frankfurt-am-Main 6 completa papel Imagens online
Hofbibliothek, Aschaffenburg 7 incompleta papel
Württembergische Landesbibliothek, Stuttgart 10 incompleta papel Adquirida em abril de 1978 por US$ 2,2 milhões do Seminário Teológico Geral. Imagens online
Stadtbibliothek, Trier 11 incompleta papel Vol 1
Landesbibliothek, Kassel 12 incompleta papel Vol 1
Biblioteca da Uninversidade de Leipzig, Leipzig 14 incompleta vellum Vol. I até IV.
Gottorf Castle, Schleswig 47 incompleta papel Conhecido como o "fragmento de Rendsburg"
Austria (1) Biblioteca Nacional da Austria, Viena 27 completa papel Um dos dois únicos exemplares que contêm a "tabula rubricarum" (índice de rubricas) em quatro folhas no final. Obtido de Friedrich Karl Joseph von Erthal em 1793.[27] Imagens online
Bélgica (1) Biblioteca da Universidade de Mons-Hainaut, Mons 1 incompleta papel Vol. I, 104 folhas faltando, legado por Edmond Puissant à cidade de Mons em 1934, mas não identificado até 1950. Parte da mesma cópia que o volume em Indiana[28][29][30]
Dinamarca (1) Biblioteca Real da Dinamarca, Copenhague 13 incompleta papel Primeira página do Vol I faltando. Adquirida em 1749.[31][32]
Espanha (2) Biblioteca Universitaria y Provincial, Sevilha 32 incompleta papel Apenas o Novo Testamento[33]
Biblioteca Pública Provincial, Burgos 31 completa papel Imagens online
Estados Unidos (11) The Morgan Library & Museum, New York 37 completa vellum Adquirida em 1815 por Mark Masterman-Sykes[34] PML13 e PML 818.
38 completa papel PML 19206-7
44 incompleta papel PML 1. Apenas o Antigo Testamento. Imagens online
Biblioteca do Congresso, Washington DC 35 completa vellum Impresso em pergaminho e encadernado em três volumes revestidos em couro de porco curtido com alúmen. Em exposição permanente. Adquirido em 1930 com verbas governamentais para a Biblioteca do Congresso. É a peça central de uma coleção maior de livros adquirida do Dr. Otto Vollbehr.[35] Imagens online
Biblioteca Pública de Nova Iorque 42 completa papel
Biblioteca Widener, Universidade de Harvard 40 completa papel Imagens de páginas selecionadas online
Beinecke Library, Universidade de Yale 41 completa papel Conhecida como a cópia de Melk. Doada por Mary Emma Stillman Harkness em 1926.[36]
Scheide Library, Universidade de Princeton 43 completa papel O exemplar Brinley-Cole-Ives-Ellsworth-Scheide,[37][38][39] um dos três exemplares existentes em sua encadernação original. Imagens online
Lilly Library, Universidade de Indiana 46 incompleta papel Apenas o Novo Testamento, faltam 12 folhas. Parte do mesmo exemplar do volume em Mons, Bélgica (ver acima).[40][41] Imagens online
Henry E. Huntington Library, San Marino, California 36 completa vellum
Harry Ransom Humanities Research Center, University of Texas at Austin 39 completa papel Comprada em 1978 por 2,4 milhões de dólares. Imagens online
França (4) Biblioteca Nacional da França, Paris 15 completa vellum Vendido à biblioteca em 1788 pelo Cardeal Étienne Charles de Loménie de Brienne, e reencadernada em quatro volumes.[42][27] Imagens online do vol. 1 vol. 2 vol. 3 vol. 4
17 incompleta papel Inscrita com a data mais antiga que aparece em qualquer cópia — 24 de agosto de 1456 no primeiro volume e 15 de agosto de 1456 no segundo volume, as datas em que o rubricador e encadernador (Henricus Cremer) concluiu seu trabalho.[43][44] Imagens online do vol. 1
Bibliothèque Mazarine, Paris 16 completa papel O primeiro exemplar foi descoberto por volta de 1760 na Bibliothèque Mazarine (daí o nome Bíblia Mazarin) de Guillaume-François Debure e descrito no primeiro volume de sua Bibliographie instructive: ou Traite de la connoissance des livres rares et singuliers dedicated to theology, que foi publicado em Paris em 1763.[45] Imagens online do vol. 1 e vol. 2 (em francês)
Bibliothèque Municipale, Saint-Omer 18 incompleta papel Vol. I, falta uma folha. Adquirido da Abadia de Saint Bertin.[46] Imagens online
Japão (1) Biblioteca da Universidade de Keio, Tóquio 45 incompleta papel Originalmente parte do legado de Estelle Doheny para o Seminário de São João em Camarillo, Califórnia. O Vol. I foi vendido em outubro de 1987 para a livraria Maruzen por US$ 4,9 milhões (mais uma comissão da casa de leilões de US$ 490.000), totalizando US$ 5,4 milhões. Adquirido pela Universidade Keio em 1996.[47][48][49] Imagens online
Polônia (1) Museu Diocesiano de Popin 28 incompleta papel Tem uma marca na página 46, e a página 217 faltando no Volume Dois.
Reino Unido (8) Biblioteca Britânica, Londres 19 completa vellum O exemplar de Grenville.[50][51] Comprado por 6260 francos em 1817 por Thomas Grenville, que legou sua coleção ao Museu Britânico em 1846.[52][53] Imagens online
20 incompleta vellum Imagens online
Biblioteca Nacional da Escócia, Edinburgo 26 completa papel imagens online
Biblioteca do Palácio de Lambeth, Londres 20 incompleta vellum Apenas o Antigo Testamento
Escola de Eton 23 completa papel Impresso em Mainz com a encadernação original de Erfurt do século XV, em couro de bezerro estampado, assinado por Johannes Vogel. Doado por John Fuller (1757–1834). Pertenceu aos cartuxos de Erfurt no século XV. Único exemplar que conserva a encadernação original em ambos os volumes e está completo. Também um dos três exemplares existentes com a encadernação original. Além disso, o único exemplar com a encadernação original a apresentar a marca do encadernador. Exemplar iluminado, provavelmente em Erfurt.[54][55]
John Rylands Library, Manchester 25 completa papel Adquirido por £80 por George Spencer, 2º Conde Spencer, em algum momento antes de 1814, Enriqueta Augustina Rylands o comprou em 1892 para a Biblioteca John Rylands.[56][57][58] Imagens online de 11 páginas
Bodleian Library, Universidade de Oxford 24 completa papel Comprado em 1793 por £ 100 do Cardeal Étienne Charles de Loménie de Brienne.[59]Imagens online do vol. 1 e vol. 2
Cambridge University Library, Cambridge 22 completa papel Adquirido como parte de uma doação em 1933.[60][61] Imagens online do vol. 1 e vol. 2
Rússia (2) Biblioteca da Universidade de Moscou 49 completa papel Roubada da Universidade de Leipzig pelas tropas russas, em 1945.[62][63]
Biblioteca Nacional da Rússia, Moscou 48 incompleta vellum Adquirido em 1886 pelo Museu Alemão do Livro e da Escrita, Leipzig, como parte da coleção de livros de Heinrich Klemm. No final da Segunda Guerra Mundial, foi tomado como espólio de guerra e transferido para a Biblioteca Estatal Russa em Moscou, onde permanece até hoje.[64][65]
Suíça (1) Bodmer Library, Cologny 30 incompleta papel
Vaticano (2) Biblioteca do Vaticano 33 incompleta vellum Imagens online do vol 1 e vol 2
34 incompleta papel Apenas o Volume 1

Outras Bíblias

Bíblia de Mogúncia

A Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, possui uma cópia de uma bíblia do início da produção em Mainz, mas ela foi produzida por dois ex-sócios de Gutenberg, os alemães Johann Fust e Peter Schoffer, e não é uma bíblia de Gutenberg, como é frequentemente divulgado.[66]

Referências

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