ARLA

ARLA (Agente Redutor Liquido de Óxido de Nitrogênio Automotivo, também conhecido como AdBlue[1]) é um reagente composto por 32,5% de ureia de alta pureza em água desmineralizada, transparente, não inflamável e não tóxico, utilizado juntamente com o sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR) para reduzir quimicamente a emissão de óxido de nitrogênio nos gases de escape dos veículos movidos a diesel. O reagente não é um combustível, nem aditivo de combustível e por isso é classificado como um produto de categoria de risco mínimo no transporte de fluidos.[2][3]

O abastecimento do produto é feito de forma semelhante ao diesel, onde o consumo médio é de 5% do consumo de diesel. Pode-se afirmar portanto que serão utilizados cerca de 5 litros de ARLA 32 para cada 100 litros de diesel.[4]

Origem e Regulamentação

O uso do ARLA teve origem na Europa, no início dos anos 2000, quando regulamentações ambientais mais rígidas exigiram que veículos pesados reduzissem significativamente as emissões de NOx. Em 2012, com a implantação da fase P7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), o Brasil passou a exigir a adoção da tecnologia SCR em caminhões e ônibus novos, o que tornou o ARLA 32 indispensável no mercado nacional. Países como os Estados Unidos e membros da União Europeia adotaram padrões similares, com nomenclaturas diferentes, mas seguindo os mesmos princípios técnicos de redução de poluentes.[5]

No Brasil, a regulamentação e certificação do ARLA 32 são conduzidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A Portaria Inmetro nº 213/2021 consolidou os requisitos técnicos, definindo critérios de pureza da ureia, limites de contaminantes, parâmetros de pH e densidade, além das condições de rotulagem, rastreabilidade, transporte e armazenamento. A norma que orienta a conformidade do produto é a ABNT NBR ISO 22241, que estabelece especificações internacionais para produção, qualidade e manuseio. Fabricantes e importadores são obrigados a obter a certificação junto a Organismos de Certificação de Produto (OCPs) acreditados pelo Inmetro, enquanto distribuidores e revendedores devem garantir a integridade do produto até o consumidor final, incluindo o cumprimento de regras específicas para comercialização a granel. [6]

Impacto Positivo

O impacto ambiental do ARLA 32 é considerado positivo, já que a tecnologia associada pode reduzir em até 98% a emissão de NOx, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar nas grandes cidades. Além disso, o produto permite que motores a diesel mantenham eficiência energética e desempenho, ao contrário de outras soluções que poderiam limitar a potência dos veículos.[7]

Referências

  1. «Jaguar AdBlue, AUS e ARLA 32 | Menos emissões poluentes». Jaguar Mozambique (em inglês). Consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  2. Diesel Exhaust Fluid (DEF)Q & A Filtration - Cummins - acessado em 1 de setembro de 2015 (em inglês)
  3. O que é ARLA 32? Air1 - acessado em 1 de setembro de 2015
  4. Legislação Air1 - acessado em 1 de setembro de 2015
  5. Proconve, IBAMA. «Proconve resulta em ganhos ambientais no controle da qualidade do ar». Consultado em 19 de setembro de 2025 
  6. Consultoria, Merkato. «Entenda a Certificação Inmetro para ARLA 32». Consultado em 19 de setembro de 2025 
  7. Proconve, IBAMA. «Proconve resulta em ganhos ambientais no controle da qualidade do ar». Consultado em 19 de setembro de 2025