Ítalo-americanos
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| População total | |||||||||||||
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| 17 063 646 (2017) 5,3% da população dos Estados Unidos[1] | |||||||||||||
| Regiões com população significativa | |||||||||||||
| Línguas | |||||||||||||
| Inglês estadunidense, italiano, siciliano, napolitano e outros dialetos italianos | |||||||||||||
| Religiões | |||||||||||||
| Catolicismo, Protestantismo e Judaísmo | |||||||||||||
| Grupos étnicos relacionados | |||||||||||||
| Outros italianos, ítalo-brasileiro | |||||||||||||
Ítalo-americanos são os americanos de ascendência italiana e/ou detentores de dupla cidadania. A expressão refere-se tanto a indivíduos nascidos nos Estados Unidos descendentes de italianos como àqueles que emigraram da Itália para os Estados Unidos e se estabeleceram de forma permanente no país.
Os ítalo-americanos constituem um dos maiores e mais influentes grupos étnicos de origem europeia nos Estados Unidos, sendo o quarto maior grupo de ancestralidade europeia no país, atrás apenas dos alemães, irlandeses e ingleses americanos.[2]
História
A presença italiana nos Estados Unidos intensificou-se entre 1880 e 1920, período em que mais de quatro milhões de italianos emigraram para o país. A maioria destes imigrantes provinha do sul da Itália, incluindo regiões como a Sicília, Campânia e Calábria, motivados por dificuldades económicas, instabilidade social e falta de oportunidades no país de origem.
Durante as primeiras décadas de imigração, os ítalo-americanos enfrentaram discriminação, preconceito étnico e condições de vida difíceis, estabelecendo-se frequentemente em bairros urbanos conhecidos como Little Italies. Apesar dessas adversidades, a comunidade italiana gradualmente integrou-se à sociedade americana, mantendo ao mesmo tempo fortes laços culturais, linguísticos e religiosos.[3]
Ao longo do século XX, os ítalo-americanos alcançaram significativa mobilidade social, passando a ocupar posições de destaque nas áreas da política, justiça, artes, entretenimento, desporto, ciência e negócios.
Distribuição geográfica
A população ítalo-americana encontra-se distribuída por todo o território dos Estados Unidos, com maior concentração histórica no Nordeste e em grandes centros urbanos. Estados como Nova Iorque, Nova Jersey e Pensilvânia continuam a concentrar as maiores comunidades, embora haja crescimento significativo na Flórida, na Califórnia e em outros estados do Sul e do Oeste.
Totais estatais
Números
- New York – 3 254 298
- New Jersey – 1 590 225
- Pennsylvania – 1 547 470
- California – 1 149 351
- Florida – 1 147 946
- Massachusetts – 918 838
- Illinois – 739 284
- Ohio – 720 847
- Connecticut – 652 016
- Michigan – 484 486
- Texas – aprox. 363 354
- Louisiana – aprox. 195 561[4]
- Rhode Island – aprox. 189 134
Porcentagem
- Rhode Island – 19,7%
- Connecticut – 18,6%
- New Jersey – 17,9%
- New York – 14,4%
- Massachusetts – 14,5%
- Pennsylvania – 13,0%
Cultura
A cultura ítalo-americana é marcada por fortes tradições familiares, celebrações religiosas, culinária característica e valorização da herança regional italiana. Elementos como a gastronomia, a música, as festas patronais e a língua desempenharam papel central na preservação da identidade do grupo ao longo das gerações.
Ver também
Referências
- ↑ Censo demográfico dos E.U.. Obtido em 15/04/2008
- ↑ Bureau, US Census. «Census.gov | U.S. Census Bureau Homepage». Census.gov (em inglês). Consultado em 1 de julho de 2025
- ↑ «Italian | Immigration and Relocation in U.S. History | Classroom Materials at the Library of Congress | Library of Congress». Library of Congress. Consultado em 1 de julho de 2025
- ↑ Ver, por exemplo, Independence, Luisiana. Em 2008 o ítalo-americano Steve Scalise foi eleito para representar o First Congressional District da Luisiana.






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