Êxodo de estrangeiros do Egito

O êxodo de estrangeiros do Egito no século XX refere-se principalmente às comunidades de cidadãos de países europeus e levantinos . Essas comunidades – britânicos, franceses, gregos, italianos, armênios, malteses e judeus de origem egípcia – haviam-se estabelecido no país desde o século XIX[1].

A população estrangeira residente no Egito somava cerca de 200 mil pessoas ao término da Primeira Guerra Mundial. O êxodo foi precipitado por diversos fatores de instabilidade política, tais como a Crise de Suez, pela abolição do sistema de capitulações otomanas e pela ascensão do nacionalismo egípcio sob a liderança de Gamal Abdel Nasser. Em 1956, o ministro do Interior Zakaria Mohieddin declarou que, dos 18 mil cidadãos britânicos e franceses no país, 12 mil receberam ordens de expulsão e tiveram seus bens confiscados pelo governo egípcio[2].

Demografia do Egito 1907-1960

População do Egito entre 1907–60[2]
1907 1917 1927 1937 1947 1960
Egípcios 11 189 978 12 512 106 13 952 264 15 734 170 18 966 767 25 984 101
Cidadãos europeus
Gregos 62,973 56,731 76,264 68,559 57,427 47,673
Italianos 34,926 40,198 52,462 47,706 27,958 14,089
Britânicos e malteses 20,356 24,354 34,169 31,523 28,246 25,175
Franceses 14,591 21,270 24,332 18,821 9,717
Outros 16,664
Outras comunidades
Judeus 38,635 58,581 63,550 62,953 65,639 8,561
Armênios 7,747 12,854 17,145 16,886
Sírios, palestinos e outras nacionalidades árabes 33,947 31,725 39,605 38,692 6,375

Referências

  1. GORMAN, Anthony (2010). Historians, State and Politics in Twentieth Century Egypt (em inglês) 1 ed. [S.l.]: Oxfordshire: Routledge. 174 páginas. ISBN 9780415589345 
  2. a b DALACHANIS, Ángelos (2017). The Greek Exodus from Egypt: Diaspora Politics and Emigration, 1937–1962. [S.l.]: New York: Berghahn Book. ISBN 9781785334481