Área de Proteção Ambiental Morro de Osório

Área de Proteção Ambiental Morro de Osório
Área de Proteção Ambiental Morro de Osório
Tipo Área de Proteção Ambiental, área protegida
Inauguração 1994 (32 anos)
Área 6 896,75 hectare
Geografia
Coordenadas 29° 53' 9.737" S 50° 18' 1.088" O
Localização Rio Grande do Sul - Brasil

A Área de Proteção Ambiental Morro de Osório é uma Unidade de Conservação do Município de Osório, no Rio Grande do Sul, Brasil.

A área foi inicialmente criada em 1994 com a área de 6.896,75 hectares, conforme Lei Municipal N° 2.665, de 27 de setembro de 1994.[1] O objetivo era garantir a proteção ambiental e organizar as atividades humanas para preservar e melhorar as características biológicas, ecológicas e paisagísticas da mata atlântica.[2]

O parecer técnico da Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul informa que houve redução da área desde 1994: “O Plano de Manejo de 2022 elaborou novo Memorial Descritivo da APA e delimitou sua área total com 5.627,70 hectares. Essa poligonal retifica a poligonal da APA com maior precisão, visto que a versão antiga indicava erroneamente 6.064,07 ha. Foi informado que há aproximadamente 4,0 hectares de áreas públicas. As demais áreas são particulares, sem necessidade de aquisição” [3]

A APA Morro de Osório está contida dentro do distrito da Borússia e dentro da APA está localizado o chamado Morro da Borússia.

Redefinição dos limites

A alteração de perímetro realizada em 2022 acarretou em redução da área protegida, desde os seus 6.896,75 ha protegidos pela Lei de criação de 1994 e as implicações espaciais disso pode ser visualizado em mapas comparativos.[4]

Vista para a cidade de Osório a partir do Mirante

Ameaças

A APA Morro de Osório abriga diversas espécies ameaçadas de extinção como palmeira-juçara, araucária, xaxim, orquídeas e almécega.[5]

Em 2011, um levantamento identificou a degradação dos corpos d'água e das margens, propondo a recuperação das áreas degradadas.[6]

Outras ameaças à conservação da sociobiodiversidade são as diversas Linhas de Transmissão que cruzam a Unidade de Conservação. Elas são "responsáveis por provocar impactos indiretos, entre eles: fragmentação da paisagem e quebra do contínuo florestal, isolando e seccionando os remanescentes florestais".[7]

A mais recente é a Linha de Transmissão 230 kV Osório 3 - Gravataí 3 projetada pela CPFL Transmissão e aprovada pela ANEEL, em 2021.[8] As Linhas de Transmissão

Linha de Transmissão projetada em 2021 para cruzar a APA Morro de Osório

Referências

  1. «Lei Municipal n° 2665/1994 cria APA Morro de Osório – Fórum da APA Morro de Osório». Consultado em 4 de fevereiro de 2026 
  2. Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (s.d.). «Área de Proteção Ambiental Morro de Osório». Porto Alegre. Consultado em 23 de abril de 2021 
  3. Slomp, Daniel Villasboas (10 de abril de 2024). «Parecer n. 281/2024 DUC/SEMA-RS. Objetivo: Avaliação da Área de Proteção Ambiental Morro de Osório (APAMO) com finalidade de renovação do registro n° 903.00015/07 do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC).» (PDF). sema.rs.gov.br. Porto Alegre. Consultado em 4 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 2 de fevereiro de 2026 
  4. «Mapa do Zoneamento preliminar da APA Morro de Osório segundo o Plano de Manejo 2022 (versão de maio de 2022) – Fórum da APA Morro de Osório». Consultado em 4 de fevereiro de 2026 
  5. Dill, Carolina Zanette (6 de julho de 2023). «Morro de Osório abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral Norte gaúcho». UFRGS - Jornal da Universidade. Consultado em 9 de maio de 2024 
  6. «Projeto de Recuperação de Área Degradada – PRAD | Ecossis». ECOSSIS - Soluções Ambientais. 2011. Consultado em 9 de maio de 2024 
  7. Ruppenthal, Eduardo Luís (21 de maio de 2021). «As veias abertas na Mata Atlântica (por Eduardo Luís Ruppenthal)». Sul 21. Consultado em 9 de maio de 2024 
  8. SILVEIRA, Pablo; DAGNINO, Ricardo (2021). «Dados geoespaciais da resolução autorizativa da ANEEL sobre a área necessária à passagem da linha de transmissão entre as subestações Osório 3 e Gravataí 3 no Rio Grande do Sul». Harvard Dataverse. Consultado em 9 de maio de 2024 

Ligações externas

Ver também