Ácido isovalérico

3-Methylbutanoic acid
3-Methylbutanoic acid
Nomes
Nome IUPAC 3-Methylbutanoic acid
Identificadores
Número CAS 503-74-2
SMILES
 
  • CC(C)CC(O)O
Propriedades
Fórmula química C5H10O2
Massa molar 102.13 g/mol
Densidade 0.925 g/cm³
Ponto de fusão -29 °C
Ponto de ebulição 175-177 °C
Solubilidade em methanol methanol 9.06 M[1]
Compostos relacionados
Ácidos carboxílicos relacionados Ácido valérico (pentanoico)
Ácido piválico (dimetilpropanoico)
Ácido 2-metil-butanoico
Valina (ácido 2-amino-3-metil-butanoico)
Compostos relacionados Isopentanol
Página de dados suplementares
Estrutura e propriedades n, εr, etc.
Dados termodinâmicos Phase behaviour
Solid, liquid, gas
Dados espectrais UV, IV, RMN, EM
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão.

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.
3-Methylbutanoic acid
3-Methylbutanoic acid
Nomes
Nome IUPAC 3-Methylbutanoic acid
Identificadores
Número CAS 503-74-2
SMILES
 
  • CC(C)CC(O)O
Propriedades
Fórmula química C5H10O2
Massa molar 102.13 g/mol
Densidade 0.925 g/cm³
Ponto de fusão -29 °C
Ponto de ebulição 175-177 °C
Solubilidade em methanol methanol 9.06 M[2]
Compostos relacionados
Ácidos carboxílicos relacionados Ácido valérico (pentanoico)
Ácido piválico (dimetilpropanoico)
Ácido 2-metil-butanoico
Valina (ácido 2-amino-3-metil-butanoico)
Compostos relacionados Isopentanol
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Estrutura e propriedades n, εr, etc.
Dados termodinâmicos Phase behaviour
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O ácido isovalérico, também chamado ácido 3-metilbutanoico ou ácido β-metilbutírico, é um composto orgânico com a fórmula (CH3)2CHCH2CO2H. É por vezes classificado como ácido gordo de cadeia curta.[3] É um líquido incolor que é moderadamente solúvel em água, mas muito solúvel na maioria dos solventes orgânicos. O ácido 3-metilbutanoico é um composto que se encontra na natureza e pode ser encontrado em muitos produtos alimentares, como o queijo, leite de soja e sumo de maçã.

O ácido isovalérico tem um cheiro forte pungente a queijo ou doce e os seus ésteres voláteis são amplamente usados em perfumaria. Propôs-se que é o agente anticonvulsivo da valeriana.[4] É o responsável principal pela causa do intenso cheiro a pés que produzem as bactérias da pele que metabolizam a leucina.[5]

O ácido isovalérico é considerado a causa primária dos aromas que adicionam ao vinho os levedos Brettanomyces.[6] Outros compostos produzidos por Brettanomyces são o 4-etilfenol, o 4-vinilfenol e o 4-etilguaiacol.[7] Um excesso de ácido isovalérico no vinho costuma ser considerado um defeito,[7] já que pode fazer com que cheire a suor, a couro ou como um estábulo, mas em pequenas quantidades pode parecer um odor fumado, especiado ou medicinal.[6] Estes fenómenos podem ser impedidos matando os levedos Brettanomyces por meio de filtração estéril, ou por adição de quantidades relativamente grandes de dióxido de enxofre e às vezes de ácido sórbico, ou misturando-o com bebidas alcoólicas fortes para originar um vinho fortificado com força suficiente para matar todos os levedos e bactérias, ou por pasteurização. O ácido isovalérico pode ser encontrado também na cerveja, e, exceto nalgumas cervejas ale de estilo inglês, é considerado um defeito.[8] Pode ser produzido pela oxidação de resinas de lúpulo ou pelos levedos Brettanomyces presentes.[8]

Usos

O ácido isovalérico foi utilizado para sintetizar o ácido β-hidroxi-isovalérico (também chamado ácido β-hidroxi β-metilbutírico) por oxidação microbiana feita pelo fungo Galactomyces reessii.[9]

Reação da acetona a álcool de diacetona, e desta a ácido β-idroxi βmetilbutírico, que também se pode originar a partir do ácido β-metilbutírico (=isovalérico) nos fungos G. reessii

Referências

  1. Solubility of isovaleric acid in methanol
  2. Solubility of isovaleric acid in methanol
  3. Pubchem Isolaveric acid
  4. Eadie, Mervyn J. (novembro de 2004). «Could Valerian Have Been the First Anticonvulsant?». Epilepsia. 45 (11): 1338–1343. PMID 15509234. doi:10.1111/j.0013-9580.2004.27904.x 
  5. Ara, Katsutoshi; Hama, Masakatsu; Akiba, Syunichi; Koike, Kenzo; Okisaka, Koichi; Hagura, Toyoki; Kamiya, Tetsuro; Tomita, Fusao (abril de 2006). «Foot odor due to microbial metabolism and its control». Canadian Journal of Microbiology. 52 (4): 357–364. PMID 16699586. doi:10.1139/w05-130 
  6. a b Jackson, Ron S. (2008). Wine Science: Principles and Applications 3rd ed. [S.l.]: Academic Press. p. 495. ISBN 9780123736468. Consultado em 22 de dezembro de 2012 
  7. a b Kirk-Othmer (2007). «Wine». Food and Feed Technology, Volume 2. [S.l.]: John Wiley & Sons. p. 702. ISBN 9780470174487. Consultado em 22 de dezembro de 2012 
  8. a b Oliver, Garrett, ed. (2012). The Oxford Companion to Beer. [S.l.]: Oxford University Press. p. 498. ISBN 9780195367133. Consultado em 22 de dezembro de 2012 
  9. Lee IY, Nissen SL, Rosazza JP (1997). «Conversion of beta-methylbutyric acid to beta-hydroxy-beta-methylbutyric acid by Galactomyces reessii» (PDF). Applied and Environmental Microbiology. 63 (11): 4191–5. PMC 168736Acessível livremente. PMID 9361403. doi:10.1128/AEM.63.11.4191-4195.1997. Consultado em 1 de setembro de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 3 de setembro de 2020